Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de agosto, 2019

Para ler, ver e ouvir no final de semana #5 – Will Gompertz, Ratos de Porão e Chili Peppers tocando Joy Division

Para ler: Isso é arte?: 150 anos de arte moderna. Do impressionismo até hoje (Will Gompertz) Quantas vezes já nos deparamos com um quadro, ou uma escultura, e fizemos a seguinte pergunta para nós mesmos, “isso é arte? ”. Em mais de 400 páginas, o editor de artes inglês de 53 anos Will Gompertz conta de forma simples, porém com uma profundidade muito legal, os últimos 150 anos desse universo tão intrigante. Passando por Monet, Van Gogh, Pollock, Warhol e muitos outros, o escritor tenta apresentar para o leitor que mesmo vários riscos de tinta em uma tela, ou até mesmo um urinol, podem ser considerados obras de arte e valerem milhões de dólares. Ótimo livro para quem não está familiarizado com a história e o mundo das artes, e tem interesse de se aprofundar um pouco mais. Para ver: Ratos de Porão no Scena (Youtube) Gravado em 1989, ou há 30 anos atrás, o quarto álbum da maior banda do underground brasileiro, Ratos de Porão, está mais atual do que nunca. P...

Os 50 discos preferidos de Kurt Cobain

De The Breeders até Butthole Surfers até David Bowie – esses são os 50 melhores álbuns de acordo com Kurt Cobain do Nirvana Quando os diários de Kurt Cobain foram publicados em 2002, os fãs tiveram uma genuína ideia sobre o homem e sua música através do que ele escreveu, assim como uma serie de ilustrações pessoais. Os assuntos que Kurt atacava variavam de suas inseguranças pessoais sobre a cultura pop e sua insatisfação com o mundo que ele via ao seu redor. Nas 280 páginas do livro, sua fascinação com a música vai fundo. Assim como todo nerd por música, Kurt também se sentiu obrigado a fazer uma lista com os seus discos favoritos, com o título ‘Top 50 by Nirvana’. Essa lista é apresentada aqui com as nossas anotações. Sugerimos que você conheça esses álbuns. Moldou o jeito como Kurt pensava, escrevia e tocava, e talvez mude a sua vida... 1. Iggy And The Stooges – Raw Power (Columbia, 1973) O terceiro e mais forte álbum dos Stooges soa como uma banda que...

Para ler, ver e ouvir no final de semana #4 – Anthony Kiedis, Black Crowes com Jimmy Page e poeiraCast

Para ler: Scar Tissue: As memórias do vocalista do Red Hot Chili Peppers (Anthony Kiedis) O Red Hot Chili Peppers é uma das bandas mais interessantes da história da música. Formada nos anos oitenta em Los Angeles, Califórnia, o som dos caras era bem diferente do glam metal de bandas como Poison. Era algo funk, porém sem deixar de ser punk e cantado em forma de rap, saca?! Com várias mudanças de formações e muitas drogas, e, consequentemente mortes e clínicas de reabilitação, os caras atingiram o mainstream apenas no começo dos anos 2000. Lançado em 2005, “Scar Tissue” é a ótima autobiografia de uma das principais forças do grupo, o vocalista Anthony Kiedis. Já de antemão eu aviso, e pode parecer clichê, mas o livro é basicamente sexo, drogas e rock and roll. Porém você não consegue largar as quase 400 páginas. O leitor, pelo menos no meu caso, se pergunta: até onde esse cara vai com esse tipo de comportamento autodestrutivo? Além de vários perrengues envolvendo as drogas,...

Depois de 30 anos, o Brasil do Ratos de Porão continua igual

Com três discos no currículo, e se aproximando cada vez mais do metal, os “traidores do movimento punk”, Ratos de Porão, lançaram em 1989 o genial quarto disco do catalogo dos caras, Brasil . Só para você, caro leitor, entender o contexto em que essa obra prima foi gravada, o país estava saindo de um regime militar que tinha durado cerca de 20 anos e com mais de 400 mortes e desparecidos nas costas, além de diversos torturados – não importa o que o nosso presidente tente dizer, ou passar pano, isso é um fato e não uma opinião. Portanto, era o momento ideal para o maior nome do underground brasileiro intensificar as críticas sociais tão fortes que já vinham desde a estreia da banda. João Gordo e companhia voaram para Berlim, Alemanha, e, segundo eles próprios, sofreram nas mãos do produtor Harris Johns. Brasil foi gravado pela formação clássica do grupo, Gordo nos vocais, Jão na guitarra, Jabá no baixo e Spaghetti na bateria, e conta com duas versões, uma em português, claro...

Quando Mingus conheceu Mitchell

Matthew Barton considera a transformação muitas vezes carregada do projeto de despedida de Mingus nas mãos da iconoclasta Joni Mitchell “Charles Mingus, um mito da música, morreu no México, em 5 de janeiro de 1979 aos 56 anos. Ele foi cremado no dia seguinte. Naquele mesmo dia, 56 baleias encalharam na costa mexicana e foram removidos pelo fogo. Essas coincidências empolgam a minha mente” Assim você pode ler no LP de 1979 de Joni Mitchell que carrega o nome de Mingus, como uma marca do tipo de coincidências e reviravoltas excêntricas que caracterizam esse projeto tão incomum. Mingus , um tipo novo e estranho de colaboração no qual completou 40 anos no mês passado, é algo atípico na carreira de Mingus e Mitchell; uma colcha de retalhos de áudio não ortodoxa da fusão acústico-elétrico, demos esqueletais e trechos de diálogos que de alguma forma está fora de sintonia com as imensas conquistas de Mingus no jazz e também uma curiosidade no cânone de Mitchell, apesar de ...